E não é(ra) amor (?)

A pior coisa que pode nos acontecer além de descobrirmos que não somos amados por quem amamos é descobrir que na verdade quem não ama é você. Descobrir que você se deixou ludibriar pela carência, pelas neuroses, pela paixão, pelo desejo, pelo comodismo, pelo costume, pela regra, pela solidão. É complicado. Muito mais para aceitar isso, algo que se descobre assim, meio sem querer. Eu descobri vendo um filosofo falar sobre o amor em um documentário. Isso pode parecer besteira, mas o que acontece é que o amor nem é tão complicado como a gente costuma (e quer) achar, ele chega devagar, sem perceber, e quando você vê ele já se instalou e você está amando, não uma projeção de alguém que você gostaria de ter um relacionamento, não com seu ideal de eu mas sim, se percebe amando um ser humano, os defeitos, o torto, o errado, o excluído, a imperfeição. E eu não fiz isso em nenhum momento. E continuo querendo mudar o outro pelo simples fato de não suportar seus defeitos, pois eles me incomodam a ponto de me dar asco, de ter vergonha e repulsa de estar com uma pessoa que tem aquele modo de pensar e viver. Seria muita audácia, ou quem sabe de uma ingenuidade ignorante minha dizer que amo essa pessoa.

E agora? O que fazer? Se todo o apego e todos aqueles sentimentos ludibriantes continuam aqui comigo, e não vão desaparecer junto com fim do relacionamento.

Então, o que fazer?

“Tá tudo padronizado no nosso coração
Nosso jeito de amar, pelo jeito, não é nosso não!” – Karina Buhr

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